Memória dos Movimentos Comunitários de Rio Branco é uma publicação que reafirma a importância da organização popular como base da democracia, da cidadania e do direito à cidade. A revista da UMAMRB nasce de um esforço coletivo que integra pesquisa, curadoria e acervo comunitário, promovendo o diálogo entre saberes populares e o conhecimento acadêmico.
Mais do que um registro histórico, Memória dos Movimentos Comunitários de Rio Branco projeta o presente e aponta para o futuro do movimento comunitário na capital acreana. Conforme destaca Jorge Wendeson Vieira Cavalcante, presidente da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco, o material fortalece a compreensão do papel estratégico das associações de moradores na vida democrática da cidade.

Resgate histórico e valorização do movimento comunitário
A revista documenta o surgimento do movimento comunitário em Rio Branco, impulsionado pelo êxodo de seringueiros a partir da década de 1970, até sua consolidação como força política e social organizada. O conteúdo evidencia como a mobilização popular contribuiu diretamente para melhorias sociais e urbanas na capital acreana.
Sob a coordenação editorial de Cosmo Brito, o material tem como objetivo reconhecer e valorizar a trajetória das lideranças comunitárias, das mobilizações sociais e das experiências coletivas que marcaram décadas de luta por direitos, participação popular e cidadania ativa.
Protagonismo da UMAMRB e das lideranças populares
A publicação destaca o papel central da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (UMAMRB), fundada em 1987 e atualmente composta por 172 associações distribuídas em dez regionais urbanas. Ao longo de 38 anos, a entidade atuou na formação de lideranças, na mediação com o poder público e na conquista de políticas e legislações que garantem reconhecimento institucional ao movimento comunitário.
Entre os destaques da revista estão:
- O protagonismo das associações de moradores;
- A atuação histórica das mulheres no movimento comunitário;
- A força da cultura e das ações coletivas nos bairros;
- Os novos desafios, como sustentabilidade, inclusão digital e renovação de lideranças.
Instrumento de memória e mobilização social
Memória dos Movimentos Comunitários de Rio Branco consolida-se como um importante instrumento de memória, formação política e mobilização social. A revista reafirma que o desenvolvimento urbano da capital acreana também foi construído a partir da organização popular e da participação ativa da comunidade.
Conheça, compartilhe e fortaleça a Memória dos Movimentos Comunitários de Rio Branco. Valorizar essa história é reafirmar o compromisso com a cidadania, a democracia e o direito à cidade.







Um comentário
Excelente trabalho de resgate da historia do movimento comunitário em nosso estado do Acre, com ênfase na capital Rio Branco evidenciando o surgimento da organização das comunidades em busca de soluções para as suas necessidades básicas da população.